
No jornal Expresso de ontem, Clara Ferreira Alves escreve uma crónica no suplemento Única em que sob o título "Um dia em Lisboa" tece várias considerações críticas para com a EMEL e os seus procedimentos, aliando-se assim inadvertidamente com aquilo que aqui temos vindo a expressar.
Não a podendo transcrever por respeito aos direitos de autor, vou apenas citar algumas ideias mais elucidativas do que é a actuação daquela entidade, que qual correia de transmissão dos propósitos da Câmara de Lisboa, resolve tornar-se numa presença quase asfixiante para os residentes da capital, actuando de costas voltadas para os interesses da maioria dos munícipes.
Esta postura de quero, posso e mando, é bem o retrato aligeirado daqueles desmandos autárquicos, que embora travados aqui e ali de vez em quando pela justiça (casos de Monterroso na Nazaré e Abílio Curto na Guarda entre outros já transitados em julgado), parecem constituir uma ameaça omnipresente, agora que certas mentes brilhantes querem reforçar com o reavivar do processo da regionalização.
No referido artigo, CFA considera a EMEL inconstitucional, compara os parquímetros a máquinas de casinos em que os seus funcionários retiram o jackpot, indiferentes à falta dos avisos que deveriam colocar nos carros conhecidos dos moradores com qualquer falha. Insurge-se com os custos que têm vindo a aumentar em todo este esquema de espoliação do residente com automóvel, com o lixo amontoado nos passeios ou junto dos contentores, com as ervas daninhas cortadas e não recolhidas, com a vandalização por graffiti dum quiosque remodelado no jardim e ainda não reaberto, dá voz à raiva dos cidadãos com pouco dinheiro e alvo de um sem número de arbitrariedades da EMEL ávida de dinheiro fresco, concluindo num tom terceiro-mundista de fim de festa pungente que parece colar-se à pele de todos aqueles que ainda não abandonaram a grande cidade.
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