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Revolta contra a EMEL e a decisão de alterar regras de estacionamento, renovar cartões de residente mediante pagamento anual de 12€ e outras malfeitorias.

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Abaixo-assinado: recolha de assinaturas contra EMEL


Aproximando-se o fim do prazo dado aos residentes do bairro para legalizarem a renovação/emissão dos cartões de estacionamento, segundo as regras a serem aplicadas a partir de Agosto, a recolha de assinaturas contra estas medidas prossegue a bom ritmo.

Encontram-se disponíveis em vários locais, listas para a adesão dos moradores que queiram protestar contra esta situação. No Jardim da Parada existem diversos estabelecimentos onde as poderá encontrar, basta perguntar em qualquer loja que logo lhe dirão qual o local mais próximo onde se poderá associar a este protesto.

Os promotores destas listas estão a prever concluir a sua recolha até ao fim desta semana, para poderem fazer a entrega antes do fim do mês. Se ainda não colaborou com esta acção, é bom que se apresse a juntar o seu nome aos de tantos residentes que se sentem indignados com este procedimento da câmara/EMEL.

Pelos comentários que aqui têm chegado, podemos aferir que este assunto é momentoso e gerador de muitas opiniões contraditórias. Todas as achegas que recebermos aqui são bem-vindas, mesmo de opositores a este movimento, desde que expressas dentro dos limites da boa educação.

Mas não podemos deixar de dizer que sendo este blogue feito expressamente para este fim, serão muito mais apreciadas as opiniões que possam acrescentar alguns temas e argumentos de valor para aquilo que pretendemos: fazer valer as nossas razões.

Resumindo algumas ideias, podemos afirmar que os pontos bases deste processo assentam em:

1- Oposição a que os residentes do bairro sirvam de cobaias forçadas, num projecto que pretendem vir a alargar depois a toda a cidade.

2- Oposição a que se estabeleçam discriminações entre moradores, consoante as ruas onde moram.

3- Oposição a que haja ruas de estacionamento tarifado obrigatoriamente para qualquer veículo.

4- Oposição a que todos sejam taxados anualmente pela utilização de um cartão de residente, em acumulação a todos os impostos já assumidos por quem decide ter carro (IVA, ISV-Imposto Sobre Veículos e o "selo do carro" que é o IUC-Imposto Único de Circulação). Não falamos já dos impostos escandalosos que oneram cada litro de combustível.

5- Oposição a que para fogos com mais de um veículo, haja cumulativamente outras penalizações.

Deixamos em aberto a discussão para outras considerações sobre a gestão do espaço público e ordenamento do trânsito, por serem temas transversais àquilo que aqui mais nos une.

Assinar petição contra as novas regras da EMEL em Campo de Ourique: clique aqui

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Fiscal da EMEL agredido na Rua Silva Carvalho

Já começaram a surgir problemas graves com o estacionamento.

Infelizmente, uma acção de bloqueio de uma viatura efectuada ontem na Rua Silva Carvalho, junto à Rua de Campo de Ourique, resultou numa violenta agressão à cabeçada efectuada contra um fiscal da EMEL, implicando hospitalização e intervenção policial.

Esta situação, não sendo nova, é no entanto pouco frequente nesta zona.

Ninguém gostaria que as medidas que a Câmara de Lisboa pretende aplicar no estacionamento do bairro, fossem originar perturbações da ordem pública. E ainda para mais se vierem a ter como destinatários os funcionários da EMEL, que não são tidos nem achados na implantação de regras restritivas aos direitos de estacionamento dos residentes.

Espera-se que as reacções dos moradores contra a aplicação das restrições ao estacionamento previstas para terem efeitos práticos a partir de Agosto próximo, possam produzir resultados apenas à custa de protestos e levantamento público de opiniões contrárias ao avançar do facto consumado.

Mas nem sempre as populações são fáceis de levar a aceitar, disposições que violem os seus direitos adquiridos, seja pelo hábito seja pela lei. E aquilo que se quer fazer em três bairros lisboetas, com um projecto piloto que visa tratar moradores como residentes de 1ª e residentes de 2ª, consoante as ruas onde moram, não parece ir dar muito bom resultado.

Lembremos que os tempos não estão fáceis para ninguém, e começar a afrontar residentes apontando-lhes uma faca ao coração com a obrigatoriedade de pagar estacionamento à porta de casa, não será a maneira mais airosa de gerir uma cidade.

Como muito bem refere o nosso leitor Rui Santos “A Câmara Municipal de Lisboa sabe que um dos grandes problemas que atravessa é a desertificação da cidade, porém, insiste em aplicar medidas para sangrar ainda mais os cidadãos que persistem em querer morar em Lisboa. O que é que estão à espera? Que nos mudemos também de Lisboa deixando esta cidade completamente deserta? “, esta medida só poderá trazer prejuízos para os moradores e comércio legal.

A criação de lugares de estacionamento de rotação (onde todos pagam), em vez de resolver vem agravar a vida dos moradores. O pagamento forçado representa uma inversão daquilo que deveria presidir aos intentos da gestão de uma câmara, defender os seus munícipes. Em vez de lhes proporcionar melhores condições de vida, onera-os com custos por terem carros na rua. Em vez de incentivarem os visitantes a usarem o parque de estacionamento junto à igreja de Sto. Condestável, criam um anel de estacionamento pago à volta dele, impedindo os moradores de lá estacionarem.

Estas medidas estão agora a ser postas em prática a todo o vapor. Não sabemos se vamos ter resultados alguns com os protestos que estão em curso, antes das novas medidas começarem a ser aplicadas. Existem vários pontos de recolha de assinaturas para expressar oposição às novas regras de estacionamento (sei que n'“O Meu Café” na R. Infantaria 16/Jardim da Parada existe um desses abaixo-assinados).

Não podemos é parar de protestar e ir de férias descansados, à espera que alguém por nós resolva os problemas de todos. Se nada fizermos contra isto, a derrota é certa. Resta-nos lutar enquanto é tempo e podemos. Mande-nos a sua contribuição e comentários. Divulgue a opinião revoltada dos moradores de Campo de Ourique.

Assinar petição contra as novas regras da EMEL em Campo de Ourique: clique aqui

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