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Revolta contra a EMEL e a decisão de alterar regras de estacionamento, renovar cartões de residente mediante pagamento anual de 12€ e outras malfeitorias.

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Fiscal da EMEL agredido na Rua Silva Carvalho

Já começaram a surgir problemas graves com o estacionamento.

Infelizmente, uma acção de bloqueio de uma viatura efectuada ontem na Rua Silva Carvalho, junto à Rua de Campo de Ourique, resultou numa violenta agressão à cabeçada efectuada contra um fiscal da EMEL, implicando hospitalização e intervenção policial.

Esta situação, não sendo nova, é no entanto pouco frequente nesta zona.

Ninguém gostaria que as medidas que a Câmara de Lisboa pretende aplicar no estacionamento do bairro, fossem originar perturbações da ordem pública. E ainda para mais se vierem a ter como destinatários os funcionários da EMEL, que não são tidos nem achados na implantação de regras restritivas aos direitos de estacionamento dos residentes.

Espera-se que as reacções dos moradores contra a aplicação das restrições ao estacionamento previstas para terem efeitos práticos a partir de Agosto próximo, possam produzir resultados apenas à custa de protestos e levantamento público de opiniões contrárias ao avançar do facto consumado.

Mas nem sempre as populações são fáceis de levar a aceitar, disposições que violem os seus direitos adquiridos, seja pelo hábito seja pela lei. E aquilo que se quer fazer em três bairros lisboetas, com um projecto piloto que visa tratar moradores como residentes de 1ª e residentes de 2ª, consoante as ruas onde moram, não parece ir dar muito bom resultado.

Lembremos que os tempos não estão fáceis para ninguém, e começar a afrontar residentes apontando-lhes uma faca ao coração com a obrigatoriedade de pagar estacionamento à porta de casa, não será a maneira mais airosa de gerir uma cidade.

Como muito bem refere o nosso leitor Rui Santos “A Câmara Municipal de Lisboa sabe que um dos grandes problemas que atravessa é a desertificação da cidade, porém, insiste em aplicar medidas para sangrar ainda mais os cidadãos que persistem em querer morar em Lisboa. O que é que estão à espera? Que nos mudemos também de Lisboa deixando esta cidade completamente deserta? “, esta medida só poderá trazer prejuízos para os moradores e comércio legal.

A criação de lugares de estacionamento de rotação (onde todos pagam), em vez de resolver vem agravar a vida dos moradores. O pagamento forçado representa uma inversão daquilo que deveria presidir aos intentos da gestão de uma câmara, defender os seus munícipes. Em vez de lhes proporcionar melhores condições de vida, onera-os com custos por terem carros na rua. Em vez de incentivarem os visitantes a usarem o parque de estacionamento junto à igreja de Sto. Condestável, criam um anel de estacionamento pago à volta dele, impedindo os moradores de lá estacionarem.

Estas medidas estão agora a ser postas em prática a todo o vapor. Não sabemos se vamos ter resultados alguns com os protestos que estão em curso, antes das novas medidas começarem a ser aplicadas. Existem vários pontos de recolha de assinaturas para expressar oposição às novas regras de estacionamento (sei que n'“O Meu Café” na R. Infantaria 16/Jardim da Parada existe um desses abaixo-assinados).

Não podemos é parar de protestar e ir de férias descansados, à espera que alguém por nós resolva os problemas de todos. Se nada fizermos contra isto, a derrota é certa. Resta-nos lutar enquanto é tempo e podemos. Mande-nos a sua contribuição e comentários. Divulgue a opinião revoltada dos moradores de Campo de Ourique.

Assinar petição contra as novas regras da EMEL em Campo de Ourique: clique aqui

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