Recomendado

Revolta contra a EMEL e a decisão de alterar regras de estacionamento, renovar cartões de residente mediante pagamento anual de 12€ e outras malfeitorias.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Preparativos reunião de hoje com EMEL


Realiza-se hoje pelas 21 horas no Auditório 1 dos Salesianos em Campo de Ourique, a reunião dos moradores interessados em debater com a EMEL as medidas a serem aplicadas no bairro.

Depois de ter assistido àquela que se realizou 2.ª f.ª destinada aos comerciantes, impõe-se referir alguns dos preparativos que todos deveremos ter presentes para melhorar a efectividade desta sessão.

Assim, sugerimos que cada um leve escritas duas ou três perguntas que gostaria de apresentar ao Presidente do Conselho de Administração da EMEL.

Espera-se que este encontro possa ser mais produtivo que o anterior. A mesa não deve permitir que as pessoas façam grandes intervenções, num repisar das mesmas ideias e sem propostas práticas.

Face ao sentir do bairro, pode-se dizer que as ideias mestras para apresentar à EMEL estão muito à volta disto:

- não aceitamos ser cobaias de medidas não estudadas profundamente. Campo de Ourique é apenas uma zona da cidade, e como tal as medidas têm se ser iguais para todo o lado. Estudem primeiro e depois apliquem o que decidirem em toda a cidade. Se estudarem mal, logo sofrerão as consequências do que impuserem às populações.

- as 3 zonas diferenciadas são um disparate. Todo o estacionamento deve ser regulado pelas mesmas regras, em que o morador não pode ser prejudicado em função da rua onde mora.

- o segundo carro ou carros adicionais em cada fogo, não têm que ser sobrecarregados com nenhum adicional. Os munícipes são todos iguais e todos têm de ter os mesmos direitos ou deveres. Por haver famílias com mais gente do que outras, não devem ser oneradas por isso. Anda-se por um lado a premiar os casais para terem mais filhos, enquanto por outro querem penalizar as famílias numerosas.

- não se admite que a obrigatoriedade dos moradores pagarem um cartão de estacionamento. E então pagarem todos os anos renovações do cartão de estacionamento não lembrava ao diabo. Em honra de que santo é que a EMEL quer colher receitas quando não nos presta qualquer serviço?

No debate António Costa / Santana Lopes foi dito que existem 170.000 carros na cidade e entram diariamente vindos da periferia mais 400.000. É por isso que se quer taxar os residentes? Porquê, se nós é que vivemos cá? A que título teremos de estar a pagar para viver em Lisboa?

Assinar petição contra as novas regras da EMEL em Campo de Ourique: clique aqui

32 comentários:

  1. Penso que haverá mais uma questão a colocar:

    - Os que já pagaram pelo dístico, vão ver devolvido o dinheiro pago ou vão ver prolongado o prazo do dístico adquirido?

    ResponderEliminar
  2. vivo na rua domingos sequeira. todos os dias tenho que ir de carro deixar os meus filhos na respectivas escolas, depois volto para casa, estaciono e apanho o electrico para ir trabalhar (até ao chiado) porque lá nao tenho sitio para deixar o carro. Ao fim do dia faço o percurso inverso.
    Com esta nova solução da EMEL passo a andar sempre de carro, juá que tenho de pagar, mais vale pagar para estacionar o carro no chiado. Este é que é a solução para o paradigma da sustentabilidade defendida pelo presidente da CML?
    E sobre o comércio? Na minha opinião, limitando (muito) as ruas para não residentes, faz com que seja muito mais dificil estacionar para quem venha de fora, pelo que o comércio se irá ressentir a médio prazo
    Também não percebo porque é que fazem isto em Campo de Ourique, um dos poucos bairros tradionais de Lisboa, e que sempre funcionou bem
    Porque é que a EMEL não experimenta este novo modelo num sitio onde seja de facto necessário dinamizar o comércio local, e não no sitio onde ele funciona e bem

    ResponderEliminar
  3. Modelo da EMEL para Campo de Ourique ainda pode mudar: "[na EMEL] Não somos nem cegos nem surdos", afirmou Júlio Almeida, acrescentando que "se for preciso mudar o modelo, fá-lo-emos".

    http://jornal.publico.clix.pt/main.asp?dt=20090729&page=20&c=A

    ResponderEliminar
  4. Modelo da EMEL para Campo de Ourique ainda pode mudar:"[na EMEL] Não somos nem cegos nem surdos", afirmou Júlio Almeida, acrescentando que "se for preciso mudar o modelo, fá-lo-emos". Nesse sentido, garantiu ter percebido que o sistema de estacionamento por rotação, em que moradores e comerciantes têm de pagar, na opinião destes últimos não deveria existir e que o alargamento a todo o bairro da zona mista, onde só os visitantes pagam, era a proposta com maior expressão. Salientou, no entanto, que antes de qualquer decisão tinha de ouvir os moradores na sessão de esclarecimentos de quarta-feira (hoje).

    http://jornal.publico.clix.pt/main.asp?dt=20090729&page=20&c=A

    ResponderEliminar
  5. Resido em Campo de Ourique, votei SIM na “sondagem” do site www.campodeourique.com e recuso-me a subscrever a petição, que, ao contrário do que pode parecer à primeira vista, não ajuda o nosso bairro.

    Nunca gostei da EMEL e dos seus estranhos critérios de fiscalização, que preferem penalizar quem estaciona em local permitido mas sem pagar a taxa do que os que estacionam no passeio para não ter de pagar a mesma taxa.
    Também acho que este projecto da EMEL está longe de ser perfeito, e tem falhas. Não há planeamentos perfeitos. Nada que não possa ser corrigido com o tempo. Mas, sobretudo, acho que o projecto peca por ser tímido demais. Não devia estar circunscrito a uma zona, devia ser alargado a quase toda a cidade e, quanto aos cartões, devia acabar com o sistema que permite a gratuitidade do primeiro veículo por fogo e que permite mais do que um cartão por fogo. Mas entre isto e a situação actual, prefiro isto, que vai, timidamente, no sentido positivo.

    Faço minhas as palavras, quase perfeitas, que uma comentadora de nome Joana deixou em vários comentários neste blogue. E não resisto a transcrever aqui uma parte desses comentários, que devia fazer pensar os defensores da petição: “de uma forma geral, [os lisboetas] sempre ignoraram as alternativas – nomeadamente, os transportes públicos. Quando procuram casa para viver, não se preocupam se vão ou não ter lugar para estacionar o(s) seu(s) carro(s). Quando compram carro, nunca é sua preocupação PRÉVIA ter ou não lugar para o estacionar. As pessoas são muito responsáveis pela situação a que se chegou, e eu não vejo aqui ninguém a assumir a sua quota-parte da culpa”.

    Não tenho ilusões. Este projecto não vai resolver nada no imediato: no dia seguinte, o caos no estacionamento vai manter-se e a selvajaria dos passeios deste bairro cheios de carros não vai desaparecer. O único efeito IMEDIATO que o projecto vai ter vai ser os residentes passarem a ter de pagar para poderem estacionar na rua e a EMEL receber o correspondente dinheiro. E isto vai aumentar ainda mais a sensação de injustiça por parte dos opositores a este projecto, que não vão deixar de dizer: “estão a ver? Ficou tudo na mesma ! Não passou de um negócio para a EMEL”.
    Só que, meus caros, as medidas não podem ser avaliadas só pelo efeito IMEDIATO que têm. A cobrança do estacionamento a residentes é o caminho certo para resolver o problema deste bairro (e de Lisboa inteira), que é haver muitos carros a mais. Não se resolve de um dia para o outro, mas vai contribuir para o resolver. Mais tarde ou mais cedo, os condicionamentos vão levar muitas as pessoas a encarar alternativas que não passem por ter 1, 2, 3 ou 4 carros por fogo.

    Também não acho que este projecto seja para defender o comércio local, nem que o vá prejudicar. Actualmente, está instalada a balda, toda a gente estaciona onde quer e o comércio local continua a definhar. E continua a definhar porque as pessoas preferem pegar no automóvel e ir fazer compras aos centros comerciais e aos hipermercados. Curioso, isto… a utilização do automóvel é que parece ser inimiga do comércio local…

    Pensem bem no que querem, porque neste momento têm nas mãos uma oportunidade para fazerem alguma coisa de bom pelo vosso bairro. Não a desperdicem. Pensem bem se querem que o bairro continue como está.

    Jorge

    ResponderEliminar
  6. "Pensem bem se querem que o bairro continue como está. "

    Olá Jorge,

    Digo-lhe respeitosamente, se eu não quisesse que o bairro ficasse como está, já me tinha mudado de bairro! Este bairro é caríssimo e pelo dinheiro que me custa aqui a casa poderia ter uma eventualmente com piscina fora daqui.

    portanto, sim quero que continue como está e adorava que voltassem coisas que entretanto já foram acabando :(

    Cpts

    Rui

    ResponderEliminar
  7. Onde estão as tais regras da EMEL? Tanto podem ser um abuso como não. Depende do que se oferecer e do que se pedir. Se cada morador tiver um lugar reservado e não ocupável por outrém, para cada carro que tiver e por uma verba de 12,5 Euros/ano, com fiscalização eficiente (que tem de ser paga...), não acho de forma nenhuma que seja um abuso ou uma exorbitância. Tomara que todos os bairros da cidade tivessem um tal sistema assim. Mas atenção: com lugar cativo garantido e fiscalização eficaz. Nuno Costa

    ResponderEliminar
  8. Rui,
    Então, estamos conversados: subscreva a petição.
    Eu acho que o bairro está transformado numa selvajaria. Não posso querer que continue assim.
    Diferentes perspectivas, portanto.
    Jorge

    ResponderEliminar
  9. O que melhor pode defender as lojas do nosso bairro é que os passeios fiquem livres de carros. Porque se eu precisar de fazer compras e não as puder fazer em Campo de Ourique, porque depois não posso andar com elas nos passeios, graças aos automóveis dos egoístas que lá pôem os carros, então tenho mesmo de ir a um centro comercial.

    ResponderEliminar
  10. "O que melhor pode defender as lojas do nosso bairro é que os passeios fiquem livres de carros. Porque se eu precisar de fazer compras e não as puder fazer em Campo de Ourique, porque depois não posso andar com elas nos passeios, graças aos automóveis dos egoístas que lá pôem os carros, então tenho mesmo de ir a um centro comercial."

    Diga-me lá onde é que os carros estão em cima dos passeios a ponto de não conseguir andar para entrar numa Loja! Eu acho q está a exagerar....

    ResponderEliminar
  11. Mas onde, em Campo de Ourique, é que os passeios estão cheios de carros? Carros em cima das passadeiras, isso sim, existe bastante, mas sobre os passeios gostaria de saber onde... No jardim da parada não há. Na Ferreira Borges também não. Na Coelho da Rocha, Tomás da Anunciação, Domingos Sequeira, etc etc etc vejo muitos carros estacionados na berma, mas não no passeio (ao contrário do que sucede noutras partes de Lisboa). Será o nascimento de um mito urbano?

    ResponderEliminar
  12. De acordo com a constituição todos os cidadãos têm direitos iguais. Pergunto-me se haverá igualdade quando determinados residentes estão "autorizados" pela Emel a estacionar na rua onde residem e outros não estarão habilitados a tal, se não efectuarem antecipadamente o respectivo pagamento.

    ResponderEliminar
  13. Qual foi o papel da nossa Junta da Freguesia na elaboração e operacionalização do Plano de Mobilidade da EMEL, e porquê é que não promoveu a discussão pública do regulamento do Plano de Mobilidade.
    O modelo de gestão de estacionamento do Plano de Mobilidade é uma proposta de isolamento social do idoso e, traduz uma política irresponsável face aos idosos e moradores. Será que o Plano foi pensado de uma forma sustentável com inclusão e consciência para as pessoas da Freguesia.

    ResponderEliminar
  14. Em cima do passeio ou da passadeira, meto tudo no mesmo saco - casos em que se impede a circulação dos peões. Ou acham que é menos grave ocupar as passadeiras?
    Na Ferreira Borges é muito raro encontrar um carro no passeio. Já na Coelho da Rocha se encontram muitas vezes carros a ocupar, total ou parcialmente, os passeios. Tal como noutras ruas (na Rua Carlos da Maia, por exemplo, é a selvajaria total). Mesmo na Tomás da Anunciação encontro muitas vezes carros no passeio.
    Aqui não há tantos carros nos passeios porque em quase todas as ruas há carros estacionados nas bermas. Mesmo assim, o que acontece muitas vezes é que, para caberem mais carros, se estaciona perpendicularmente à rua, em ruas onde o estacionamento devia ser feito paralelamente. E é principalmente nestes casos que os carros muitas vezes acabam por entrar passeio adentro (sobretudo quando os carros são maiores, o que há muito por aqui). Isto só tem uma causa: excesso de carros.
    Quanto às passadeiras, a situação é gravíssima. Ontem dei uma volta e tentei encontrar uma passadeira onde os peões pudessem passar. Nem uma...
    Causa: excesso de carros.
    Nota final: eu não disse que havia carros nos passeios a impedir o acesso às lojas. O que acontece é que se vier das compras com sacos na mão, andar nas ruas se torna uma aventura - carros nas passadeiras e até em passeios (pronto, estou a distinguir as duas coisas!) a impedir a passagem.

    ResponderEliminar
  15. Gostaria de ver respondidas também a estas duas questões:

    1- Se uma pessoa está doente em casa numa das ruas vermelhas tem de sair doente para pôr dinheiro no parquímetro?
    2- Eu pago 25€ por Mês o parque da Igreja para ter o carro lá das 18h ás 9h e aos fins de semana, e agora tenho de pagar 12€ por ano para ter o dístico onde só me deixa estacionar ao pé de casa tb só das 20h às 9h e nem sei se podemos deixar o carro ao fim de semana na rua? E se só há lugar na minha rua além de pagar o dístico, o parque ainda tenho de pagar o parquímetro porque bolas não há lugar noutro sítio? Porque temos de pagar a dobrar? Só porque moramos em campo de ourique, ou só porque moramos naquela rua?
    Acho que primeiro deveriam como disseram na 1ª reunião tirar os carros abandonados da rua, abrir os parques já existentes à volta do bairoo e que nunca foram abertos ao púbico e fazer um estudo como deve de ser ( questionário a todos os moradores e comerciante, para saber quantos carros têm, se andam todos os dias ou se só andam algumas horas do dia com o carro) e só depois aplicávam ordenamento territorial com cabeça tronco e membros sem causar prejuízo e desagrado a 99% da população de Campo de Ourique.

    ResponderEliminar
  16. Recomendo vivamente a visita ao blog abaixo e a requisição de auto-colantes aos autores do mesmo a todos, a todos os que como eu, acham que o lugar dos carros não é nos passeios nem nas passadeiras. Eu já tenho colado vários no bairro, alguns têm surtido efeito, outros nem tanto, claro que isso só depende do nível de civismo, ou de falta dele, do condutor.

    Realmente muitas das questões aqui postas prendem-se com o andar 1 ou 2 quarteirões do carro a casa ou vice-versa.

    http://passeiolivre.blogspot.com/

    ResponderEliminar
  17. o anónimo das 16:59 não é normal ou não tem carro ou só tem inveja do que os outros têm! Ouça o problema não está na organização do estacionamento nem ter de andar 2 quarteirões, a questão é que se houver lugar, por acaso junto de casa, mas numa rua de cor vermelha a pessoa tem de pagar sendo residente e Por Acaso tem lugar perto de casa, percebeu?

    ResponderEliminar
  18. Espero vivamente que o anónimo das 16:59 não necessite de arrumar o carro (se é residente?) numa rua de cor vermalha durante o dia, ou pensa que os moradores dessas ruas não vão estacionar na sua?

    ResponderEliminar
  19. O anónimo das 17:07 ainda não conseguiu perceber que os carros enchem os cruzamentos e as passadeiras porque há excesso de carros e toda a gente quer estacionar à porta de casa, e que o estacionamento gratuito continua a ser um verdadeiro convite a que os residentes tenham carro e utilizem carro?

    ResponderEliminar
  20. Tá a ver, o anónimo das 17:07 até tem razão, o anónimo das 16:59 até tem inveja do que os outros têm e não tem carro!
    Qual estacionamento gratuito? Ou acha que por pagar o dístico não vão estacionar à mesma ao pé de casa em cima dos passeios e passadeiras? Porque isso só acontece das 20h às 9h hora que até é permitido estacionar em qualquer lado e onde não é permitido multar!!

    ResponderEliminar
  21. Anónimo das 17:22: o Jorge já respondeu, em comentário acima, ao que acabou de afirmar. Faço minhas essas palavras.
    Esta é daquelas situações em que até é possível fazer um desenho. Mas será necessário?
    Acha que, para aqueles casos em que há 2, 3 ou 4 carros por fogo, vai ser indiferente o estacionamento ser gratuito ou pagarem mais por cada carro extra?
    Se acha, então são todos ricalhaços! E se o são, então não percebo porque é que se estão a queixar de irem pagar o estacionamento...

    ResponderEliminar
  22. Concordo com o senhor das 17:40. Só no meu prédio, de 4 andares (8 fogos), há 1 apartamento com 4 carros, 2 com 3 carros e 4 com 2 carros.
    Mafalda

    ResponderEliminar
  23. Caros vizinhos,
    Não vão em conversas. Está na hora de mudarmos os nossos hábitos. Não podemos continuar a ter os carros que quisermos. A dura realidade é esta. Custa-nos a engolir, mas não pode ser de outra forma. Com toda esta conversa, hoje fiz um teste, experimentei não sair de carro. Foi uma surpresa. Realmente, estamos a ficar "automoveldepedendentes", por puro comodismo. Cheguei há 1 semana de Estrasburgo, que é uma cidade com a dimensão de Lisboa. Estamos a milhas deles. Somos muito mais pobres, mas parece que queremos parecer muito finos, todos temos de nos deslocar de carro, os transportes públicos são para o povo!
    Kate

    ResponderEliminar
  24. Eu também sou contra a petição
    Carlos G.

    ResponderEliminar
  25. Eu concordo com a Kate (e tenho carro), mas acho que o projecto da EMEL tem de ser melhorado.

    ResponderEliminar
  26. Este post é um disparate do principio ao fim. É escrito por alguém que tem o umbigo na testa. É de alguém que não gosta de Campo de Ourique e só está interessado nos seus direitos à custa de todos os outros. Um egoísta com pouca vergonha, portanto.

    ResponderEliminar
  27. Cara Kate, costumo estar duas vezes por mês durante uma semana em Estrasburgo, e não queira comparar Estrsburgo com Lisboa, ao nivel das acessibilidades, ao nivel das vias para bicicletas, os transportes públicos, e quanto aos carros a população de Estrasburgo tem as suas viaturas à porta para no fim de semana irem dar um passeio até á Alemanha ou levar os filhos ao Europapark. Neste sentido, é perigoso fazer comparações quando às condições que existem para a circulação de carros durante a semana, o transporte público, e o modelo de gestão de estacionamento, que não são equilibrados, e concerteza que não são metódos criminosos para extorquir receitas ao lisboetas. O que está em causa é uma situação de necessidade de equilibrar as contas ou o défice da CML. Portanto, a comparação que faz de Lisboa com Estrasburgo, conforme bem o diz, poderá apenas ser ponderada pela dimensão das duas cidades, porque uma comparação directa da actuação das autoridades locais deve revelar a incompetência dos nossos políticos, bem como a necessidade de haver da nossa parte uma honestidade intelectual para fazer comparações genuínas e equilibradas do nosso bairro, da nossa cidade, da nossa região e do nosso país.

    International_Traveler

    ResponderEliminar
  28. O anónimo de 29 de Julho de 2009 16:59 tem realmente um conceito interessante em relação aos outros, tudo se baseia em INVEJA. Pois da minha parte, posso dizer-lhe que tenho carro como beneficio da empresa para a qual trabalho. INVEJA de si seria alo que muito provavelmente NUNCA teria.

    Também vejo que não percebeu o que queria dizer, mas também não vou fazer desenhos.

    Quanto ao FANTÁSTICO comentário do Anónimo das 29 de Julho de 2009 17:22
    "Porque isso só acontece das 20h às 9h hora que até é permitido estacionar em qualquer lado e onde não é permitido multar!!"
    Não sabia que o Código da Estrada tinha HORARIO!

    Mas não vou alongar a questão, pois acho que este blog não serve para estas querelas pseudo-pessoais, que acima de tudo demonstram a falta de civismo de muitos, mas felizmente não a maioria, dos moradores deste bairro.

    ResponderEliminar
  29. Caro anónimo das 0:26:

    Tem a certeza de que esteve em Estrasburgo?

    É que dizer que em Estrasburgo a população "tem as suas viaturas à porta", desculpe lá, mas é uma barbaridade.
    Não as têm, desde logo, os muitos residentes nos bairros centrais de Estrasburgo.
    Quanto aos bairros residenciais, alguma vez os visitou? A próxima vez que lá for, verifique bem com os seus olhos, como seria completamente impossível, por exemplo num quarteirão de prédios de 10 andares, os residentes terem os carros "à porta". Ou será que o "à porta" de Estrasburgo não é o mesmo que o "à porta" de Campo de Ourique?

    Por outro lado, em Estrasburgo, cidade com população equivalente à de Lisboa, os residentes na cidade têm muito menos carros do que os de Lisboa. E, sobretudo, não se encontra como regra o que por cá existe, que é 2, 3 ou 4 carros por apartamento. E isso faz uma grande diferença...

    Quanto às bicicletas, em Estrasburgo anda-se muito de bicicleta. Estudos já demonstraram que Lisboa é perfeitamente ciclável em 80% da sua área, e não é por falta de pistas que as pessoas não andam de bicicleta: é por snobismo. Em Estrasburgo, em Londres, em Amesterdão, vemos executivos, engravatados, a deslocarem-se de bicicleta. Aqui seria impensável, somos todos muito finos.

    Quanto à habitual ladainha dos transportes públicos, Lisboa só não está bem servida de transportes públicos à noite. Há 47 anos que ando de transportes públicos na cidade. Não dói.
    E se é daqueles que diz que o autocarro em Lisboa é um transporte lento, respondo-lhe que no dia em que muitos individualistas deixarem de andar de carro na cidade, os autocarros vão deixar de enfrentar engarrafamentos e passar a ser um transporte muito mais rápido. Até nisso, a culpa é, em grande parte dos automobilistas.

    Portanto, eu, que até nem sou a Kate, digo que se pode e deve comparar Estrasburgo com Lisboa. E aqui, infelizmente, continua a mesma ladainha de sempre, que é de sacudir a água do capote e atirar todas as responsabilidades para os poderes públicos.

    MT

    ResponderEliminar
  30. Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

    ResponderEliminar
  31. E repete...repete...repete...

    Esse projecto do Metro em Campo de Ourique tem pelo menos 10 anos.
    Quando cá chegar com certeza que vai tirar algum trânsito das estradas. Mas entenda que ainda não chegou e que as pessoas têm de ir trabalhar entretanto.
    Mas desengane-se se pensa que vai retirar os carros de Campo de Ourique. Sabe porquê? Porque muitas dos automobilistas trabalham fora de Lisboa ou em zonas mal servidas de transportes.
    Só quem não tem que cumprir horários pode dizer que ter carro é um luxo e não uma necessidade.

    ResponderEliminar
  32. "na Rua Carlos da Maia, por exemplo, é a selvajaria total"
    Oh anónimo de 29 de Julho de 2009 16:34, se tens carta e ainda conheces o código, vê a sinalização vertical que lá está a obrigar a estacionar em espinha em condições muito peculiares. Se achares que é ilegal queixa-te ao IMTT ou à CML que foi quem colocou a sinalização. Já agora aproveita para veres os carrinhos que estão á venda ilegalmente nessa rua, e olha que ás vezes não são tão poucos como isso!!!

    ResponderEliminar

Arquivo do blogue